Oi, meu nome é Priscila, tenho transtorno de ansiedade desde que me conheço por gente, e hoje só por hoje manterei a sobriedade mantendo-me calma e tranquila sem surtar...
Então quando digo desde que me conheço por gente, refiro-me que desde criança luto contra a ansiedade e não sei dizer ao certo como tudo começou, mas lembro-me de situações que vivenciei esse transtorno, como ir ao dentista e para ajudar, por razões que desconheço, tirei a sorte grande de ter minha dentição fraca desde minha infância. Sempre foi um suplicio que carrego ainda na fase adulta o medo de encarar uma espera no dentista ou médico. Já melhorei muito, por exemplo a dor de barriga com direito a intestino solto já superei. Agora não sei se melhor ou pior, eu fico procrastinando, arranjando uma desculpa para adiar a ida. Certeza que ficou pior...
Outra lembrança que trago era a ida para escola. Também sofria com dores intensas de barriga, choro, medo e insegurança até entrar na sala de aula. Depois passava, mas a ida era horrível. Desenvolvi durante anos a mania de olhar para trás, para ver minha casa até não tê-la mais em minha zona de alcance, isso se deu até aos doze anos. Depois venci, pois era desconfortável demais, fazê-lo e deixar de fazê-lo também foi sofredor, mas consegui. Depois desenvolvi a mania de ler tudo que estivesse na minha rota de caminho, e era angustiante quando andando em um veículo, não o conseguia fazer, principalmente se não fosse mais passar por aquele lugar para ler outro dia. Essa mania durou até a fase adulta, até que o sofrimento de nem sempre dar conta de ler tudo que estava em meu caminho, como fachadas de lojas, placas, outdoor entre outros, me impulsionou a parar de ler cartazes e começar a observar pessoas, natureza no caminho, essa mania de sentar do lado da janela e observar tudo, ainda tenho, mas hoje consigo dormir, fechar os olhos e seguir tranquila. Porém se senta alguém do meu lado e puxa conversa minha calma se vai, não consigo...Outra face da ansiedade que estou encarando e que me faz muito mal é a tal da procrastinação. A consciência de saber o que tem que fazer, mas ficar adiando até o último instante e depois se estressar para dar conta, não é nada benéfico...
Mas encontrar forças e motivação é tão difícil quanto...
Estou com uma pasta de trabalho para concluir na minha frente enquanto escrevo esse post...
E então vem os sintomas psicossomáticos...
Insônia, aperto no peito, coração acelerado e uma angustia constante, como se algo ruim fosse acontecer a qualquer momento...
Medo... medo de morrer, medo de que alguém vá morrer,medo de ficar sozinha, medo de não dar conta, de sofrer, de ser ninguém...
O mundo continua sem você, enquanto permanece preso em seus pensamentos...
Bom então inicia o processo de convencer seu cérebro a pensar e agir consciente, de que esses sentimentos, essas sensações, esses medos, essa inércia não são fundados.
Respira... desacelera... você não está morrendo... tem ar suficiente é só acertar a respiração..
Ninguém está te seguindo na rua... não tem ninguém no quarto escuro para te fazer mal...
Ninguém está contra você no trabalho, nem olhando torto, te criticando ou dando indiretas...
E se tiver o problema nem sempre é você.... outros passam por situações semelhantes...
Principalmente: viva a sua vida, não se compare, isso é muito cruel consigo mesmo! Não viva para agradar e atender as expectativas dos outros, seja a pessoa que Deus criou para você ser. Ele sabe da real sobre mim e sobre você e é compassivo!
Bora reprogramar o cérebro para pensar saudável...
Bora praticar respiração corretamente...
Ouvir músicas relaxantes para dormir, desintoxicar a mente...
Bora viver....
Praticar exercícios, rir, conversar, amar, dançar, fazer sexo com a pessoa amada...
Pintar as unhas, os cabelos, maquiar-se...
Amar-se!
Pois só podemos amar ao outro, quando aprendemos a nos amar, a nos cuidar! Isso não é egoísmo, é bíblico!
Solta o play e continua a viver Priscila!


